Me considero chorão, no melhor sentido da palavra. Quem me conhece, sabe: sou simples, e as coisas simples que me tocam, me emocionam. Muita gente associa o choro a coisas ruins, a perdas, a problemas, a tristeza mesmo. Meus pais, se me vêem chorando, já se apavoram "aconteceu alguma coisa??? FALA!!!". Pena, as pessoas não sabem quão gostoso é chorar por algo bom. Na verdade, só se chora por algo MUITO bom.
Meu aniversário, por exemplo. Entra ano e sai ano, e é a mesma coisa: sempre fico sensível com o carinho das pessoas nessa data. Gente que, geralmente, fica escondida o ano todo, trabalhando, fazendo acontecer, sempre naquela correria da vida. Mas que, nesse dia, para (nem que seja um segundinho) pra desejar o bem a alguém que inicia mais um ciclo de sua vida. Com as redes sociais dedurando, ainda fica mais fácil "lembrar" dessas datas.
Sinto como se, cada uma das pessoas que me deseja felicidade, tivesse me mandando um pedacinho dela, como um combustível pra queimar ao longo do ano. Me recarrego nesse dia, pra encarar outros 364 mais contente. A carga de bons fluidos é tanta, que chego a não dar conta, ainda bem!
Por isso, sempre choro em meu aniversário. E, enquanto assim estiver, tô vivo.
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Falante até. Mas absurdamente tímido. Uma tentativa de dividir um bocadinho de coisas que acontecem nessa vida minha... Ó!
terça-feira, 5 de julho de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Medo das "Parceirinhas"
Me lembro de, quando pequeno, existirem alguns "eventos" pra mim. Simples coisas, mas que, numa família de 6 pessoas acaba sendo um evento mesmo, pois se comprava algo para um, todos tinham de ter também. Então quando íamos numa loja de discos, por exemplo, as quatro crianças saíam de lá com seu k7 (exceto minha irmã nº 3, sempre do contra, com um LP - se arrependendo depois) na mão.
Outro "evento" era quando íamos ao Romão na Av. Celso Garcia comprar sapatos. Era uma festa. Se apertavam os quatro no banco de trás do Passat verde e meus pais tentando controlar a ansiedade dessa turma. Lá a gente se distraía com os brinquedos e sempre se "esquecia" de escolher o sapato, e por isso sempre saíamos com a loja fechando.
Só tinha um problema nisso tudo. No estacionamento tinha uma foto gigantesca (não sei mensurar, mas era um painel de metros e metros de altura e largura) das "Parceirinhas" Ione Borges e Claudete Troiano, que ficou lá por anos. Aquilo me dava um medo sem precedentes! Sério, não conseguia olhar aquela foto e, quando ia dormir, lembrava com pavor aquelas duas me encarando felizes daquele tamanho.
Algo mais ou menos desse naipe:
Entenderam?
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Outro "evento" era quando íamos ao Romão na Av. Celso Garcia comprar sapatos. Era uma festa. Se apertavam os quatro no banco de trás do Passat verde e meus pais tentando controlar a ansiedade dessa turma. Lá a gente se distraía com os brinquedos e sempre se "esquecia" de escolher o sapato, e por isso sempre saíamos com a loja fechando.
Só tinha um problema nisso tudo. No estacionamento tinha uma foto gigantesca (não sei mensurar, mas era um painel de metros e metros de altura e largura) das "Parceirinhas" Ione Borges e Claudete Troiano, que ficou lá por anos. Aquilo me dava um medo sem precedentes! Sério, não conseguia olhar aquela foto e, quando ia dormir, lembrava com pavor aquelas duas me encarando felizes daquele tamanho.
Algo mais ou menos desse naipe:
Entenderam?
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quarta-feira, 9 de março de 2011
Seguindo em frente, agora sim
Eu sempre venho pra cá quando quero escrever algo que ultrapasse os 140 (limitantes, porém concisos) caracteres, e, geralmente, fico um tempão pra desenvolver um texto aqui. Consequencia do imediatismo, da rapidez do microblog, talvez. Ou eu não sei escrever mesmo, whatever. Enfim, o motivo de eu vir aqui hoje, é pra fazer uma postagem extremamente pessoal (apesar de eu fazer isso de vez em quando, por incrível que pareça, sou meio avesso).
Não fico me lamentando ou me glorificando do passado, não é mais minha realidade hoje, então não me pertence mais. Pertence, sim, à minha lembrança, à memória, guardo tudo que tive de bom com amor. E claro, tive muita coisa boa, muito afeto, muito carinho e adoro isso. Achei que nunca mais ia ter de novo, ou com essa intensidade, ou com um respeito, ou algo verdadeiro. Bobagem, tudo bobagem. Um ano e pouco sozinho não faz mal a ninguém (e mesmo se fosse um pouco mais, também não seria problema), aliás, me valeu muito pra repensar, pra reorganizar, pra me reposicionar diante do mundo. Sei, hoje em dia, o que eu quero e, o mais importante, o que eu NÃO quero.
Essa minha nova "cabeça" me deixou aberto pra receber o que a vida pode continuar me oferecendo de bom. Sim, porque por mais que eu dissesse em episódios anteriores que estava pronto ou disponível para seguir adiante, de certa forma a vida me mostrou que eu ainda não estava. De um (pouco) tempo pra cá, senti essa mudança e, afirmo, que estou pronto pra, pelo menos, tentar.
Esses últimos dias tem sido ótimos. E, mesmo que não perdure essa "vibe" boa (o que acho difícil, em vista do desdobrar dos acontecimentos), vai ter valido a pena só por ter vivido isso, mesmo que por alguns dias.
Confiante e empolgado, como há muito não estava.
Não fico me lamentando ou me glorificando do passado, não é mais minha realidade hoje, então não me pertence mais. Pertence, sim, à minha lembrança, à memória, guardo tudo que tive de bom com amor. E claro, tive muita coisa boa, muito afeto, muito carinho e adoro isso. Achei que nunca mais ia ter de novo, ou com essa intensidade, ou com um respeito, ou algo verdadeiro. Bobagem, tudo bobagem. Um ano e pouco sozinho não faz mal a ninguém (e mesmo se fosse um pouco mais, também não seria problema), aliás, me valeu muito pra repensar, pra reorganizar, pra me reposicionar diante do mundo. Sei, hoje em dia, o que eu quero e, o mais importante, o que eu NÃO quero.
Essa minha nova "cabeça" me deixou aberto pra receber o que a vida pode continuar me oferecendo de bom. Sim, porque por mais que eu dissesse em episódios anteriores que estava pronto ou disponível para seguir adiante, de certa forma a vida me mostrou que eu ainda não estava. De um (pouco) tempo pra cá, senti essa mudança e, afirmo, que estou pronto pra, pelo menos, tentar.
Esses últimos dias tem sido ótimos. E, mesmo que não perdure essa "vibe" boa (o que acho difícil, em vista do desdobrar dos acontecimentos), vai ter valido a pena só por ter vivido isso, mesmo que por alguns dias.
Confiante e empolgado, como há muito não estava.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Ação e reação.
Acredito que cada qual tem um destino, mas que a vida toma o rumo que a gente desejar que ela tome. A gente faz, e a vida devolve conforme nossa ação.
Fato é que, estou com um tio moribundo, grave mesmo. Daqueles que é só esperar e ver. Pena, poderia utilizar uma habilidade que a vida lhe deu e usar para crescer. Ou melhor, para ser, porque nem ser ele foi. Fico chateado, pois é irmão da minha mãe e ela se preocupa. Conhece a vida inteira dele, pegou ele no colo, e viu sua derrocada.
Nunca tivemos contato, falava com ele menos do necessário. Depois que minha avó se foi, ele morava aqui atras de casa sozinho, mas era o mesmo que nada. Difícil se ver indiferente com alguém, mas (nesse caso) é assim que me sinto. E pronto.
Lamentável como tem gente que se acaba. Porque procura se acabar.
O lamentável, na verdade, é quem cá está para tentar, pelo menos, vê-lo tentar de novo. Ou, apenas tentar. Too late.
Fato é que, estou com um tio moribundo, grave mesmo. Daqueles que é só esperar e ver. Pena, poderia utilizar uma habilidade que a vida lhe deu e usar para crescer. Ou melhor, para ser, porque nem ser ele foi. Fico chateado, pois é irmão da minha mãe e ela se preocupa. Conhece a vida inteira dele, pegou ele no colo, e viu sua derrocada.
Nunca tivemos contato, falava com ele menos do necessário. Depois que minha avó se foi, ele morava aqui atras de casa sozinho, mas era o mesmo que nada. Difícil se ver indiferente com alguém, mas (nesse caso) é assim que me sinto. E pronto.
Lamentável como tem gente que se acaba. Porque procura se acabar.
O lamentável, na verdade, é quem cá está para tentar, pelo menos, vê-lo tentar de novo. Ou, apenas tentar. Too late.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Amigos amigos, negócios a parte...
Bom e velho ditado. E certo. Eu que, já há alguns anos, lido na área comercial, já atendi vários amigos meus. E, geralmente, as relações comerciais sempre foram tranquilas, mantendo-se paralelas à amizade, que perdura. Mas pra tudo se tem uma primeira vez nessa vida, não é mesmo? Difícil quando a pessoa acha que você tá simplesmente querendo o dinheiro dela. Mal sabe a pessoa que não só não to levando o "dinheiro" dela, como deveria cobrar ainda mais, pela atenção, a consultoria, a paciência de explicar tim tim por tim tim. De todo o jeito, continuo sendo assim, com amigos ou não amigos. Assim que conquisto minha clientela. E tenho o maior orgulho de fazer o que faço, da forma que faço.
Já dizia um ex-chefe meu que há clientes que é melhor perder do que achar.
E tem amigos, que só a amizade já tá bom.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
A culpa é de quem?
Sim, como já perceberam, ando macambúzio esses tempos. Poucas coisas na vida tem a capacidade de me deixar cabisbaixo e aborrecido, e mesmo assim, continuo otimista e sigo adiante. A questão é que, sempre quando estou "nesses tempos nebulosos" (por mais que tenha a tendência a me fechar completamente), ao comentar com alguns amigos, percebo que as pessoas tem uma tendência a querer achar culpado.
Pera. Porque o que eu sinto tem de ter um? E principalmente, alguém que não seja eu?
Seria muito simplista colocar todos os meus problemas, as minhas frustrações, as tristezas, os momentos "caídos" que tenho passado nas costas de outrem. Fato é que não veria as coisas como elas realmente são. É sabido que passei por bocados complicados nesses últimos tempos, mas minha vida não se resume só a isso. Não mesmo. E, não sei qual a visão que essas pessoas tem, porém tenho dito que, esses episódios difíceis que passei, são PASSADO. Sou, sim, nostálgico e (às vezes) relembro e prognostico como seria meu futuro se algumas coisas tivessem sido diferentes. Mas isso, em absoluto, quer dizer que o centro da minha fase "baixa" seja somente por isso.
É frescura, pronto.
Aliás, eu tô assim por motivo algum, posso?
Bjs
Pera. Porque o que eu sinto tem de ter um? E principalmente, alguém que não seja eu?
Seria muito simplista colocar todos os meus problemas, as minhas frustrações, as tristezas, os momentos "caídos" que tenho passado nas costas de outrem. Fato é que não veria as coisas como elas realmente são. É sabido que passei por bocados complicados nesses últimos tempos, mas minha vida não se resume só a isso. Não mesmo. E, não sei qual a visão que essas pessoas tem, porém tenho dito que, esses episódios difíceis que passei, são PASSADO. Sou, sim, nostálgico e (às vezes) relembro e prognostico como seria meu futuro se algumas coisas tivessem sido diferentes. Mas isso, em absoluto, quer dizer que o centro da minha fase "baixa" seja somente por isso.
É frescura, pronto.
Aliás, eu tô assim por motivo algum, posso?
Bjs
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
A volta dos que não foram
Estive por aqui todo o tempo, porém de longe. Vendo, acompanhando, vez ou outra me comunicando. Eu adoro interagir, conversar, me divirto com isso. Mas não penso duas vezes (e dessa vez não pensei meia) em ficar no meu canto, paradinho, quieto. Sou da teoria (e muita gente DEVERIA ser assim) de que, quando nada tenho a falar, não falo. Acho ótimo dar uma pausa vez em quando. Uma reclusãozinha eventual é necessária.
Voltei.
Grande coisa.
Voltei.
Grande coisa.
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